quinta-feira, 10 de setembro de 2009
l i b e r t a s
Tenho medo. Medo de quê? De cair no palco, de errar o passo, de estragar tudo. Bobagem, isso não vai acontecer, você é ótima. Ótima. Ok, é porque não é ela que vai ter que enfrentar uma platéia de mil pessoas ansiosas para verem algum desastre. E eu sou o desastre em pessoa. Relaxa, tudo vai dar certo, tentei me convencer, e como sempre , não funcionou. Não sei porque fui entrar nessa porcaria de aula de ballet. Tenho que parar de ver filmes . 5 minutos meninas, vamos lá, alinhando. Meu deus, meu deus, calma Izabella, calma Izabella, estou hiperventilando. As cortinas se abrem. Aplausos. As teclas do piano começam a vibrar estrépidas, serelepes. Vira, corre, vai , gira... Silêncio. As teclas do piano vão se esgotando, caindo, restando apenas aquele som nostálgico, que anuncia o fim. Aplausos. Não acredito, acabou! Impressionante. É a melhor sensação de todas. Não dançar, não ouvir os aplausos. É a sensação de que você superou a sua própria sentença. É algo como se você estivesse sem ar, no meio de uma neblina, gritando desesperada por socorro. E quando você menos espera , rompe a teia que te cegava, teia que você mesma teceu, e respira ar puro, fresco. E eu podia jurar que, naquela hora,senti uma brisa no meu rosto.
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Texto lindo !
ResponderExcluirBlog lindo também !
beijos.
Obrigada Ta (:
ResponderExcluirbeeijos