
Sinto- me estranha. Estranha não, diferente.Parece que outra pessoa habita essa massa sedentária e inoperante que é meu corpo. Náuseas. Estou mudada. E isso não é de hoje. Nem tão pouco de ontem. Já faz um tempo que sinto isso. Em um processo lento e cuidadoso minha alma se renova. Sem eu ao menos perceber. Mas não é assim que as coisas funcionam? A natureza segue seu curso, no seu próprio tempo. Tem um método particular para cumprir suas tarefas, e nós, na maioria das vezes, nem percebemos sua ação. Um belo dia você vê as coisas diferentes, o livro tantas vezes relido, a banda fodástica, a idéia defendida com fervor, a calcinha preferida, tudo isso acaba num canto empoeirado dentro de você. Parte de você é perdida, escondida, para que, em seu lugar, uma outra surja, renovada. Melhor. Talvez não melhor, e sim mais adequada com a sua vida no momento. Evolução. Silênciosa, sinuosa. Você só perceberá que ela está acontecendo se der um tempo do mundo e tirar umas férias dentro de você. Então os sinais ficam claros. No momento, o processo metamórfico lhe deixa eufórico. Necessidade mundana de estar em constante transformação. Evolução. No momento, é a satisfação. Mas só se saberá se, de fato, foi positiva a mutação quando outra, tempos depois, ocorrer. Somos terra, somos chão. Um arvoredo nos é arrancado. Uma semente é posta em seu lugar. Que semente será esta? De uma árvore frondosa, que oferece sombra e frutos no outono? Ou então flores, para perfumar a casa na primavera? Só o tempo dirá...

Muuuuuuito perfeito mew *________*
ResponderExcluirParabéns Izabella :*
É, mudar as vezes é bom, muito bom, mesmo que não possamos controlar a mudança, as vezes, nós nem a percebemos de imediato, mas nossa alma sabe, que concerteza aquilo nos fará bem!
ResponderExcluirAdorei o texto! Muito bem escrito! Parabéns! :)
:*