(...)Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se não fosse nada.
Caio F Abreu
domingo, 1 de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
c l i c h ê

Me escondo na neblina
Corro, fujo
Disfarço minha apreensão
Dessa vez é diferente
Ele vem paciente
Calmo como o mar
Me persegue no vazio, faz meu jogo na escuridão
Rompe obstáculos, ultrapassa barreiras
Não se deixa abater
Me abre, me explora
Me invade, me absorve
E eu, já sem rumo, sem fundo
Abro meu baú, selado de mentiras
Onde guardo a essência
Onde guardo meus porques
Escancara a janela, entra vida no meu lar
Vem até mim, me beija
Vou ser como essa luz, que agora entra
Vou te proteger, vou te guiar
Só me conceda uma chance
Me convide para entrar
domingo, 25 de outubro de 2009
a u t o a n á l i s e
ignorância embalada em papel de presente
O maior de todos os erros
É pensar que sabe-se de tudo.
Se nem te conheces profundamente
Como podes ser íntimo dos segredos do mundo?
É pensar que sabe-se de tudo.
Se nem te conheces profundamente
Como podes ser íntimo dos segredos do mundo?
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
v i c i o s

Iza, você tem alma de velha. Nunca vi uma pessoa de 18 anos que goste de livros e café, assim como você.
Eu considerei isso. Ela tem razão. São os combustíveis biodegradáveis que me movem. Não sobrevivo sem minha habitual dose de cafeína elevada e um livro na minha cabeceira. Ao contrário da maior parte das pessoas de minha faixa etária.
Fechei o livro que estava nas mãos, fiquei olhando sua capa vermelha, cheia de desenhos de moleculas de DNA e equações quimicas, As sete maiores descobertas científicas da História é o seu nome.
Então eu nem vou te mostrar o que eu estou ouvindo.
The Clash, provavelmente ela nunca ouviu falar. É 4 anos mais velha do que eu, mas seu conhecimento musical é bem superficial. E literário também.
A não ser que seja Me adora da Pitty, eu não quero saber.Vou fumar, quer?
Tá. A única coisa que me ensinou de útil: intoxicar as células do meu sitema cardio-respiratório, quiçá de todo meu corpo. Faz seis meses que estamos dividindo um apê. Ela faz estágio numa empresa multinacional, acabou de se formar em Turismo.
Rafael me pediu um tempo.
Rafael, o broto da vez. Ela joga fumaça com um ar de indiferença.
Larga ele, é um atraso de vida, e você bem sabe.Ele te usa descaradamente
Eu sei. Mas sei lá...
Silencio.
Você anda fumando demais menina, devia parar com isso.
Não fumo mais do que você fumava na minha idade.
Eu fazia tudo a mais que você, na sua idade.
Risos frouxos.
Silêncio.
Vícios.
Cada um tem o seu.
E ninguém vive sem.
Auto-flagelação,prazer.
Opióides, anfetaminas, alcalóides, amores, sofrimentos.
Eis nosso corpo, um eterno masoquista.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Agradeço...
à Lygia Fagundes, que despertou a emoção em mim
à Carlos Heitor Cony, pela sua leitura envolvente
à Fiódor Dostoiévski, pela sua pitada de loucura
à Richard Bach, pela liberdade
à Nísia Floresta, por me dar garra
à Patrícia Galvão, por me mostrar o que se é ter um ideal
à Edward Jenner, por me ensinar que se deve ter amor e dedicação em tudo o que se faz
á Mario Quintana, pela ironia e destreza de linguagem
à Machado de Assis, pelo seu olhar lúcido e atento
à Florbela Espanca, por me ensinar que paixão,loucura e sofrimento andam de mãos dadas.
à José Saramago, por me mostar o íntimo do ser humano
à Fernando Pessoa, por ser o espelho da minha alma
à Jenny Downham, por me bater e dizer que a vida é sim, muito boa.
à Lenin, por sua filosofia
à Jorge Amado, pelo coração da Bahia
à meu bonsai, que me ensinou a ter paciência
á Rita Apoena, por colorir minha vida com seus versos.
à minha cachorrinha, que me ensinou o que é o perdão
à minha prima, pela compreensão
aos livros, que me abriram os olhos
à rede mundial de computadores, por me mostrar que corações atados pelo amor e pela amizade não se rompem facilmente, nem mesmo pela distância que os separam (:
à Lygia Fagundes, que despertou a emoção em mim
à Carlos Heitor Cony, pela sua leitura envolvente
à Fiódor Dostoiévski, pela sua pitada de loucura
à Richard Bach, pela liberdade
à Nísia Floresta, por me dar garra
à Patrícia Galvão, por me mostrar o que se é ter um ideal
à Edward Jenner, por me ensinar que se deve ter amor e dedicação em tudo o que se faz
á Mario Quintana, pela ironia e destreza de linguagem
à Machado de Assis, pelo seu olhar lúcido e atento
à Florbela Espanca, por me ensinar que paixão,loucura e sofrimento andam de mãos dadas.
à José Saramago, por me mostar o íntimo do ser humano
à Fernando Pessoa, por ser o espelho da minha alma
à Jenny Downham, por me bater e dizer que a vida é sim, muito boa.
à Lenin, por sua filosofia
à Jorge Amado, pelo coração da Bahia
à meu bonsai, que me ensinou a ter paciência
á Rita Apoena, por colorir minha vida com seus versos.
à minha cachorrinha, que me ensinou o que é o perdão
à minha prima, pela compreensão
aos livros, que me abriram os olhos
à rede mundial de computadores, por me mostrar que corações atados pelo amor e pela amizade não se rompem facilmente, nem mesmo pela distância que os separam (:
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
c l i c h ê
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